Diálise

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A Hemodiálise - sala de hemodiálise com seus respectivos aparelhos

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Radioatividade

                       Radioatividade


Definição

Radioatividade é a característica que certos átomos tem de emitir partículas e radiações de seus núcleos instáveis. A diferença do número de nêutrons do núcleo dos átomos em relação ao número de prótons é que irá determinar se o isótopo  do elemento químico é ou não estável.
Radioatividade é o fenômeno de alteração do núcleo de certos átomos, por necessidade de emitir as partículas como os prótons, nêutrons e elétrons de seus núcleos instáveis para estabiliza-lo, e consequentemente gera as radiações que são liberadas. 


A Descoberta da Radioatividade

Henry Bequerel Prêmio Nobel em 1896 estudou as primeiras noções da radioatividade dos elementos químicos utilizando sais do elemento químico urânio, o K2UO2(SO4)2 sulfato de potássio e uranilo, que sensibilizava uma chapa fotográfica naturalmente, quando era embrulhado ou colocava o sal nas suas proximidades.


Marie Sklodowska Curie, Premio Nobel em 1897 estudando os achados de Bequerel, percebeu que outro elemento químico o Tório, causava os mesmos fenômenos característicos do Urânio. Continuando a sua pesquisa, Juntamente com seu marido o físico Pierre Curie, descobrem outro elemento químico radioativo o Polônio. Ao prosseguir seus estudos acerca dos elementos que emitiam os raios misteriosos, descobriram outro elemento químico mais radioativo ainda, o Rádio.

A descoberta do próton


Ernest Rutherford que elaborou a nova estrutura atômica segundo o modelo do sistema solar, começa a trabalhar com o núcleo do átomo. E em 1898 monta um aparelho de emissão de raios catódicos, detector de partículas utilizando lâmina de ouro, material fluorescente, o elemento químico radioativo polônio e chapas carregadas com cargas negativas e positivas. O material radioativo foi colocado dentro de um bloco de chumbo isolante e ao emitir o feixe radioativo, observou que o feixe era subdividido por diferenças de cargas elétricas, desse modo o pesquisador descobre a radiação alfa (α) cujas partículas eram atraídas para o lado da carga negativa da chapa e logo a frente as mesmas partículas eram retidas por uma folha finíssima de ouro. Seu experimento levou-o a qualificar as partículas descobertas como sendo íons de hélio bipositivos. Percebeu também que outro feixe da radiação era atraido pela chapa com carga positiva e concluiu que seriam partículas de carga negativa. Chega-se então a conclusão que a radiação beta seriam partículas negativas ou elétrons emitidos do núcleo com alta velocidade, (nove décimos da velocidade da luz) pois se desviavam para o lado positivo da chapa e o anteparo á frente que barrava as partículas alfa, não barrava as partículas beta.

A Radiação Alfa


De Onde Procede a Radioatividade Natural?
Origem da Radiação Natural Alfa

A radiação alfa acontece quando o elemento químico radioativo quer eliminar a sua instabilidade e procede da emissão de 4 partículas retiradas do seu núcleo, que se fragmenta naturalmente dando origem a outro elemento químico de massa menor.
As partículas emitidas do núcleo desse átomo são 2 prótons e 2 nêutrons.
A Comprovação da Radiação  Alfa

Rutherford descobriu a radiação alfa utilizando um material radioativo, que procedia de um aparelho montado especialmente para a finalidade, cujo núcleo continha o material emissor, que estava protegido por uma espécie de caixa feita de chumbo. Ao ser emitido o feixe radioativo que passava por um orifício da caixa atravessava um campo magnético que tinha duas placas separadas que deixavam o feixe passar por entre elas, de um lado estava uma com carga positiva e do outro lado, outra com carga negativa. Após atravessar o campo magnético, a placa de carga negativa desviava certas partículas do feixe radioativo para o seu lado, enquanto uma outra placa sensibilizadora á frente absorvia os choques das partículas que chegavam e se sensibilizava ao entrar em contato com essas partículas, o que o pesquisador concluiu, que tais partículas eram constituidas por cargas positivas, que no caso seriam os prótons. 

Esquema representativo da obtenção da separação dos diferentes tipos de radiação.
A Radiação Beta

A radiação beta é constituida de uma elétron com a carga negativa de -1, possuindo massa zero, com poder de penetração médio em material sólido. Pode  ser representado segundo a fórmula:          0β-1.
Como se sabe os elementos químicos radiativos necessitam estabilizar os seus núcleos instáveis, portanto emitem a partícula alfa e também outro tipo de partícula denominada de partícula beta. Ao se livrar dessa partícula seu núcleo se estabiliza.

A partícula beta consiste em um elétron formado e liberado do núcleo do átomo.
Esse fenômeno se dá da seguinte forma, a instabilidade do átomo proporciona a mudança de um nêutron do núcleo, que se transforma em um próton, um elétron e um anti-neutrino. No momento da emissão a partícula próton permanece no núcleo, o elétron é lançado com alta velocidade fora desse núcleo e será a radiação beta emitida. O anti-neutrino da mesma forma que o elétron também deixará o núcleo do átomo.
A Radiação Gama


Em 1911 Soddy cria a primeira lei da radioatividade alfa que diz que quando um átomo emite uma partícula alfa o núcleo do átomo que emite essa radioatividade diminui sua massa de 4 unidades e o seu número atômico diminui 2 unidades.


Em 1900 Paul Villard, descobre a radiação gama.


Os isótopos dos elementos químicos naturais que emitem radiações naturais
Rádio 226(Ra)88 
Actínio 227(Ac)89
Thório  232(Th)90
Protactinio 231(Pr)91
Urânio 238(U)92

Elementos Químicos que Não São Radioativos Podem se Tornar Radioativos

Um elemento químico pode naturalmente ou artificialmente ser transformado em outro elemento químico. Da mesma maneira, na natureza ou artificialmente os elementos químicos ou os isótopos não radioativos podem se tornar radioativos.
Um exemplo bem conhecido pelos pesquisadores da área, é a transmutação do isótopo de nitrogênio de massa 14 com sete prótons, que sofre o bombardeamento de uma partícula de nêutron dos raios cósmicos provindo das estrelas, ao chocar-se com o nitrogênio atmosférico, esse nêutron arranca um elétron do seu núcleo  transformando-o em carbono de massa 14 com 6 prótons.

Ondas
Para compreendermos a radiatividade, devemos também conhecer um pouco sobre os diferentes tipos de ondas. 



As ondas podem ser muito bem visualizadas quando pingamos gotas de água em um recipiente com água.


A foto ao lado foi retirado do arquivo de imagens da web.


Definimos primeiramente o que é uma onda e um Hertz. 


O esquema ao lado visualiza uma onda que é composta por uma região inferior denominada de vale e uma região superior, a crista da onda. A crista com o vale forma uma onda completa que coincide com um Hertz. 







O Que São Ondas

As ondas são constituídas de vales e cristas que equivalem a um hertz.

A figura fantasia abaixo representa ondas longas ou de baixa frequência.
Ondas com um pouco mais de frequência
Ondas com maior frequência.
Ondas de alta frequência.
Ondas Eletromagnéticas
Ondas Eletromagnéticas não necessitam de um meio material para se propagar. 

Ondas de rádio AM e FM ou raios hertzianos são formadas pela oscilação de um campo elétrico e de um campo magnético conjuntas que estão no sentido perpendiculares entre si, são ondas eletromagnéticas de comprimento que varia de 10 quilômetros a 1 milímetro ou, 3 . 108 nm, a 3 . 1017 nm, que caminham no vácuo, espaço na velocidade da luz. São emitidas por nebulosas e estrelas,  e por nós seres humanos, na navegação marítima nos sonares, por estações de rádios, radioamadores, por telefonia, radares que emitem um pulso de alta frequência e ao mesmo tempo detectam os objetos que refletem as ondas eletromagnéticas desses pulsos etc. Quanto a recepção, estas ondas por serem de baixa energia só podem ser receptadas por antenas.

Frequência dos diferentes tipos de ondas
Espectro eletro
magnético
Ondas de rádio
Microondas 
 Infra    vermelho
Ultra violeta
Raios X
Raios gama
104, 106, 108  
        1010              
 1012, 1014      
      1016      
      1018      
1020,  1022,  1024
Hertz/s        
    Hertz/s   
    Hertz/s  
Hertz/s  
Hertz/s  
Hertz/s          
                                                   luz visível                      
                       
O espectro da luz visível (em amarelo) está situado entre o espectro infravermelho e o ultra violeta.

Frequência das Ondas

As ondas de rádio possuem a frequência que vai de dez mil a um milhão até 100 milhões de Hertz para cada segundo.
As microondas possui a frequência de dez bilhões de Hertz para cada segundo.
As ondas do espectro infravermelho possui a frequência de um trilhão a 100 trilhões de Hertz por segundo.
As ondas de ultra violeta possui a frequência de 10 quatrilhões de Hertz por segundo.
As ondas de raios X possui a frequência de um quintilhão de Hertz por segundo.
As ondas de raios gama percorrem o vácuo numa frequência de 100 quintilhões, a dez sextilhões, a um septilhão de Hertz por segundo.

Fissão Nuclear







Texto em construção




quinta-feira, 15 de maio de 2014

Haletos


O Que São Haletos


Haletos são compostos formados com uma cadeia principal de carbonos, pela qual se liga pelo menos um átomo pertencente ao grupo dos haletos, ou seja; aqueles elementos químicos da coluna sete A ou 17 da tabela periódica. Portanto os haletos terminam com sete elétrons na distribuição eletrônica.


Exemplos de Alguns Haletos



Clorofórmio



Gás freon



HCH - Hexaclorohexano ou Hexacicloclorohexano 


      Hexaclorohexano

BHC - Hexaclorobenzeno
O hexaclorobenzeno é Insolúvel em água, solúvel em éter.




Aldrin

1,2,4-tricloro-pentano
Fluoro-ciclo-pentano

Utilização dos Haletos


Clorofórmio - Utilização


O clorofórmio atualmente tem a sua aplicação principal, como solvente industrial em geral e participa também da produção de outros compostos químicos. É utilizado ainda como solvente de vernizes e de borrachas. O clorofórmio atualmente tem a sua aplicação principal, como solvente industrial em geral e participa também da produção de outros compostos químicos. É utilizado ainda como solvente de vernizes e de borrachas.
Atualmente seu principal uso ainda é na produção do gás freon R 22 gás refrigerante.

Clorofórmio (triclorometano) e danos à saúde


Antigamente foi utilizado na preparação de xaropes para tosse, entrava na composição dos lança perfumes. Nos lança perfumes, seu efeito imediato era causar euforia por curto espaço de tempo. Depois descobriu-se que com o seu uso mesmo para efeitos de relax, esta substância podia causar:  mente embaralhada, confusão mental, alucinações, agressividade e por fim palidez. Por algum tempo foi utilizado como anestésico em cirurgias, no entanto logo se percebeu que causava desordens coronárias e  paradas respiratórias, somando-se a isso, descobriu-se que era tóxico também para o sistema nervoso, causava lesões irreversíveis ao cérebro e nos neurônios além de causar danos aos rins e para o fígado. A patogenicidade se estendia à necrose hepática.

Se inalado, essa substância causa irritação na pele, olhos e sistema respiratório, se ingerido causa dor no peito, náuseas e vômitos.


Gás freon - Utilização

O clorofluorcarbonos (CFCs), é ainda bastante comercializado pela empresa DuPont como gás de geladeiras, congeladores, máquinas industriais produtoras de gelo a gás freon, em ar condicionado, como parte integrande nos extintores de halon no combate a incêndios de aeronaves, nos aerosóis, inaladores de Dose Medida (MDI) contra asma, que no Brasil já foram retirados do comércio em 2010. É vendido no comércio em cilindros.

Por ser tóxico, corrosivo e reativo inflamável, os descartes de geladeiras que usam o gás freon deve obedecer regras próprias. Esse gás quando liberado em áreas fechadas, causa asfixia por deslocar o oxigênio do ar local. É o responsável pela destruição da camada de ozônio da atmosfera terrestre, essa camada protetora da terra contra a radiação ultravioleta provinda do espaço. O efeito prolongado  e destruidor do freon na camada de ozônio, mesmo que pare totalmente sua utilização agora, a sua ação pode perdurar por décadas e até séculos, até voltar a normalidade da camada de ozônio.

DDT - dicloro-difenil-tricloroetano


Combate aos mosquitos vetores da malária e tifo, foi utilizado em larga escala na agricultura contra os insetos da lavoura, o que beneficiou por algum tempo a produção agrícola. No entanto o seu uso pode causar acumulo na cadeia alimentar, nos lençóis freáticos.


Pode causar câncer ao ser humano, foi banido na década de 70 por vários países. No Brasil somente em 2009 foi totalmente proibido o seu uso, fabricação, armazenamento e importação. 
HCH – Hexaclorohexano ou Hexaclorociclohexano
HCH ou hexaclorociclohexano é um inseticida muito usado no controle de pragas das lavouras, é contaminante organoclorado do solo e consequentemente por lixiviação do solo das águas também. É utilizado na profilaxia dos treatomínios, inseto vetor da doença de chagas em algumas áreas de infestação.
Há quatro formas de  isômeros da substância com pequenas variações de suas propriedades físico-químicas. Três que se destacam e possuem siglas ou o número de CAS que são: 319-84-6 (alfa-Hexaclorociclohexano); 319-85-7 (beta-Hexaclorociclohexano); 58-89-9 (gama-Hexaclorociclohexano ou lindano). O hexaclorociclohexano com maior porcentagem de lindano na composição é utilizado como inseticida, no tratamento para preservação de madeiras, na conservação de frutas, legumes, hortaliças, é utilizado na preparação de iscas para eliminação de roedores. O hexacicloclorohexano é poluidor do meio ambiente, por esse motivo a sua produção é controlada.

BHC - Hexaclorobenzeno

O BHC tem sua aplicação como fungicida agrícola, Inseticida organoclorado, também é utilizado no tratamento de sementes contra fungos e bactérias do solo. É utilizado na produção de fogos de artifício, borracha sintética, e na fabricação de munições.

Toxicidade

Essa substância possui a característica de evaporar  com a elevação da temperatura, por esse motivo também é facilmente absorvido pela pele humana (animal).
A intoxicação aguda por inalação ou ingestão com características de sintomas leves, se apresenta como uma sensação de ardor no nariz e boca, irritação nos olhos, e ainda sudorese, pode apresentar de imediato, dor de cabeça, tonturas, náuseas, vômitos, dormência nas mãos e braços, tremor dos membros. Os sintomas mais graves na intoxicação aguda são a ataxia, dos membros, paralisia parcial, coma e choque geral orgânico.
Quanto a exposição por longo período de tempo a toxicidade se apresenta no fígado, tireóide e rins. Nesses órgãos pode causar câncer de fígado, rins e da tireoide.

Danos ao Meio Ambiente

É muito bem absorvido pelo solo onde pode perdurar por até séculos conforme algumas comprovações de pesquisas. Mesmo sendo biodegradável na água, contamina os lençóis freáticos e a sua fauna e flora ambiente.

Nomenclatura Dos Haletos
Diclorodiflúormetano ou diclorodiflúorcarbono ou gás freon
Diclorodiflúormetano                 diclorodiflúormetano                                    diclorodiflúormetano

1,2,4-tricloropentano
        1,2,4-tricloro-pentano      1,2,4-tricloro-pentano                            1,2,4-tricloro-pentano

2-bromopropano ou brometo de isopropila
   2-bromo-propano                    2-bromo-propano                           2-bromo-propano

1,1-dibromopropano
 1,1-dibromo-propano             1,1-dibromo-propano                          1,1-dibromo-propano
   Cloroeteno ou cloreto de vinila
    Cloroeteno                                cloroeteno                                                  cloroeteno
Iodeto de terc-butila ou 2-metil-2-iodo-propano
2-metil-2-iodo-propano        2-metil-2-iodo-propano                           2-metil-2-iodo-propano

Fluorociclopentano
Fluoro-ciclo-pentano                                fluoro-ciclo-pentano                   fluoro-ciclo-pentano

Hexaclorohexano
Hexa-cloro-hexano               Hexa-cloro-hexano                                        Hexa-cloro-hexano

Aldrin ou 1,2,3,4,10,10-hexacloro-1,4,4a,5,8,8a-hexahidro-1,4,5,8dimetanonaftaleno
           1,2,3,4,10,10-hexacloro-1,4,4a,5,8,8a-hexahidro-1,4,5,8-dimetanonaftaleno

Isomeria

Isomeria Cis -Trans
                     Isômero                                                         Isômero 
        Cis - 1,2-dicloro-eteno                                        Trans - 1,2-dicloro-eteno
Reações Dos Haletos
Reação de Produção de um Haleto
Produzindo haleto a partir do metil-pentano.
O metil pentano reage com um dos átomos da molécula de cloro que  retira um hidrogênio de uma das extremidades da molécula.
Ao ser retirado o átomo de hidrogênio, o cloro livre vai para o lugar vago deixado pelo hidrogênio que saiu da molécula e ali se liga.
Com o átomo de cloro ligado ao carbono inicial da cadeia do metil-pentano, está formado o 1-cloro-2-metil-pentano. O outro átomo de cloro se liga ao ao hidrogênio que estava livre e forma o ácido clorídrico.
                         1-cloro-2-metil-pentano                                                               ácido clorídrico

                                 Bibliografia
T.W Graham Solomons, Craig B. Fryhle. Quimica orgânica volume 1, 9ª edição - 2008.


Hexaclorociclohexanos - Cetesb 

www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/.../fit/Hexaclorociclohexanos.pdf


Texto completo - Centro de Pesquisas René Rachou - Fiocruz

www.cpqrr.fiocruz.br/texto-completo/D_60.pdf



www.mma.gov.br/estruturas/173/_arquivos/indicador_cfc.pd


Crystallographic data for aldrin C12H8Cl6 

journals.iucr.org/q/issues/1965/03/00/.../a04565.pdf



Química Nova - Comentário sobre a revisão "DDT ...

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100





easyChem. C6Cl6

easychem.org/en/subst-ref/?...C6Cl6...C6Cl6...

segunda-feira, 7 de abril de 2014

pH e pOH


                                          pH e pOH

Conceitos Fundamentais de pH e pOH

pH


pH significa ponto hidrogeniônico, ou ainda o quanto de H+ há livre numa solução ou meio aquoso. Segundo Bronsted é o hidrogênio na forma de próton, ou do íon cátion que promove a característica ácida de uma substância.


O pH com o caráter ácido vai de zero até 6,9.
O pH neutro é o pH da água pura que possui o ponto igual a 7.

O pH de caráter básico vai de 7,1 até 14.

pOH


O pOH significa ponto hidroxiliônico Indica, o quanto de OH-  há livres numa solução aquosa.


O pOH que possui o caráter alcalino ou básico vai de 14 a 7,1.

O pOH de uma solução aquosa sem a característica de basicidade vai de 6,9  até zero.




Substâncias Ácidas e Alcalinas

Substâncias Ácidas


Substâncias  que tem características ácidas e liberam o íon hidrogênio H+. São todos os ácidos inorgânicos. O ácido clorídrico (HCl),  perclórico (HClO4) sulfúrico (H2SO4) ácido fosfórico (H3PO4), ácido carbônico (H2CO3), os ácidos orgânicos o ácido acetil salicilico  (C9H8O4), ácido ascórbico (C6H8O6), ácidos carboxílicos ácido acético (CH3COOH), ácidos graxos, gorduras etc.

Substâncias Alcalinas



Substâncias com características alcalinas ou básicas são as bases inorgânicas o hidróxido de sódio (NaOH), hidróxido de potássio (KOH), hidróxido de lítio (LiOH) hidróxido de cálcio (CaOH2) hidróxido de magnésio (MgOH2) o leite a batata o repolho, couve, brócolis possuem um conjunto de substâncias com características alcalina, muitas proteínas possuem caráter alcalino ou possuem comportamento de substância alcalina.


Escala do pH


A escala indica se o pH é baixo a substância é ácida, se o pH é alto a substância tem o caráter alcalino.




Se a substância possui o pH = a 1 a substância é um ácido forte.


No entanto se a substância possuir  pH = 14 o pOH dela será zero, o que significa que a substância é altamente alcalina. Veja a tabela abaixo.


  pH
  0
  1
  2
  3
  4
  5
  6
  7
  8
  9
  10
 11
 12
 13
 14
  H+
100
10-1
10-2
10-3
10-4
10-5
10-6
10-7
10-8
10-9
10-10
10-11
10-12
10-13
10-14
 OH-
10-14
10-13
10-12
10-11
10-10
10-9
10-8
10-7
10-6
10-5
10-4
10-3
10-2
10-1
10-0
pOH
 14
 13
 12
 11
 10
  9
  8
  7
  6
  5
  4
  3
  2
  1
  0


Modos de Expressão do pH


Se o pH for zero, representamos assim 100 .Como todo número elevado a zero é 1, então; há 1 H+ para cada uma partícula da solução aquosa. A solução é 1:1 muito ácida.


Se o pH for 1, podemos representar assim 10-1 ou 0,1. Nesse caso há um H+ para cada 10 partículas da solução aquosa. A solução é 1 H+ livre em 10 moléculas da solução.  




Se o pH for 2, podemos representar assim 10-2 ou 0,01. Nesse caso há um H+ para cada 100 partículas da solução aquosa. A solução é 1 H+ livre em 100 moléculas da solução. 




Se o pH for 3, podemos representar assim 10-3 ou 0,001. Nesse caso há um H+ para cada 1000 partículas da solução aquosa. A solução é 1 H+ livre em 1000 moléculas da solução.


Se o pH for 4, podemos representar assim 10-4 ou 0,0001. Nesse caso há um H+ para cada 10 000 partículas da solução aquosa. A solução é 1 H+ livre em 10 000 moléculas da solução.  


Se o pH for 5, podemos representar assim 10-5 ou 0,00001. Nesse caso há um H+ para cada 100 000 partículas da solução aquosa. A solução é 1 H+ livre em 100 000 moléculas da solução. 


Modos de Expressão do pOH


Se o pH  for 14, a representação é 10-14. O pOH é zero, representamos assim 100 .Como todo número elevado a zero é 1, então; há 1 OH- para cada uma partícula da solução aquosa. A solução é 1:1 extremamente alcalina.


Se o pH for 13, a representação é 10-13.  O pOH é 1, podemos representar assim; 10-1 ou 0,1. Nesse caso há um OH- para cada 10 partículas da solução aquosa. A solução é formada por 1 OH- livre em 10 moléculas da solução. A solução é muito alcalina.




Se o pH for 12, a representação é 10-12 . O pOH é 2, podemos representar assim; 10-2 ou 0,01. Nesse caso há um OH- para cada 100 partículas da solução aquosa. A solução é formada por 1 OH- livre em 100 moléculas da solução. A solução é muito alcalina.


Se o pH for 11, a representação é 10-11. O pOH é 3, podemos representá-lo assim;  10-3 ou 0,001. Nesse caso há um OH- para cada 1000 partículas da solução aquosa. A solução é formada por 1 OH- livre em 1000 moléculas da solução.  A solução é alcalina .


Se o pH for 10, a representação e 10-10 o pOH é 4, podemos representá-lo assim; 10-4 ou 0,0001. Nesse caso há um OH- para cada 10 000 partículas da solução aquosa. A solução é formada por 1 OH- livre em 10 000 moléculas da solução.  

Indicadores do pH

Fenolftaleina - em meio alcalino apresenta a cor rosa em meio ácido é incolor.       

    ácido

    alcalino
  

Alaranjado de metila, metil oranje - em meio alcalino – tom amarelado, em meio ácido o tom é avermelhado. 


    alcalino

    ácido



Azul de bromotimol – em solução ácida fica amarelo em solução neutra fica verde e em solução alcalina fica azul.

   ácido

   neutro

   alcalina



Papel tornassol – ácido – vermelho, alcalino - azul.

   ácido

  alcalino



Logaritmos

Para calcular o pH e pOH utiliza-se logaritmos. Nesse caso é necessário um pouco de conhecimento do respectivo assunto.

Logaritmos Decimais

A tabela abaixo mostra a série de números decimais e seus respectivos logaritmos.


Número           
Logarítmo          
                                       
1
0
                                       
2
0,30      
Log 2 = 0,3     =  100,3
3
0,48
Log 3 = 0,48  =   100,48
4
0,60
Log 4 = 0,60  =   100,60
5
0,70
Log 5 = 0,70  =   100,70
6
0,78
Log 6 = 0,78  =   100,78
7
0,85
Log 7 = 0,85  =   100,85
8
0,90
Log 8 = 0,90  =   100,90
9
0,95
Log 9 = 0,95  =   100,95
10
1
Log 10 = 1     =   101

Já que conhecemos alguns valores de logaritmos, passamos a usa-lo nos cálculos do pH.


1) Se a acidez de um suco de limão puro apresenta o valor de 0,005 mol/L de H+, encontre o pH desse suco?

Primeiramente deve-se transformar o valor 0,005 em potência de dez.
Encontramos o logaritmo de cinco
Com os dados obtidos acima passamos ao cálculo do pH do suco do limão.
O suco de limão tem pH 2,3.

Texto em construção Prof. Antonio 07/04/2014